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Para ter Wi-Fi em viagem, você tem cinco opções: hotspots de hotel e públicos, um pocket Wi-Fi alugado, o roaming da operadora, um chip local ou um eSIM de viagem cujos dados você compartilha pelo hotspot do celular. O Wi-Fi público é gratuito, mas compartilhado e exposto; as outras quatro custam dinheiro e continuam funcionando quando você sai do prédio.
Pontos principais
- O Wi-Fi público é gratuito, mas hotspots falsos (evil twin) e redes sem criptografia são riscos reais: evite acessar o banco por elas e desative o compartilhamento de arquivos
- Seu celular pode ser o Wi-Fi de viagem: o Acesso Pessoal compartilha os dados móveis do aparelho, nunca uma rede Wi-Fi à qual ele está conectado
- Um pocket Wi-Fi alugado ainda serve para grupos e para aparelhos sem rede celular, com a desvantagem de ter de retirar, carregar e devolver uma caixinha
- O roaming não exige configuração, mas é cobrado por dia; um chip local é barato por gigabyte, mas exige ir a um balcão, muitas vezes com verificação de identidade, e um chip para cada país
- Um eSIM de viagem instalado antes da partida oferece dados móveis assim que você chegar, e o uso como hotspot depende do plano
Wi-Fi público e de hotel: gratuito, compartilhado e exposto
As redes de hotéis, aeroportos e cafés não custam nada e não exigem preparação, e por isso todo viajante recorre a elas. Seus limites são a velocidade, já que dezenas de hóspedes dividem uma única conexão no café da manhã e à noite, e o alcance, já que o sinal acaba na porta.
O maior problema é a segurança. A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) descreve os ataques evil twin, em que alguém monta um hotspot que imita um ponto de acesso público de verdade, com sinal mais forte; assim, os aparelhos se conectam a ele e o tráfego deles pode ser lido. O conselho da CISA para redes públicas: conecte-se apenas a pontos de acesso com criptografia WPA2 ou superior e desative o compartilhamento de arquivos e pastas. Reserve o acesso ao banco e os logins do trabalho para uma conexão de dados móveis ou para uma rede em que você confie.
O celular como Wi-Fi de viagem
Se o seu celular tiver dados móveis no exterior, ele pode ser o Wi-Fi do seu notebook, do tablet ou de um companheiro de viagem. No iPhone, a primeira configuração fica em Ajustes > Celular > Configurar Acesso Pessoal. O guia da Apple destaca dois pontos importantes durante a viagem: o Acesso Pessoal só compartilha a conexão celular do iPhone, então não é possível retransmitir o Wi-Fi de um hotel para os outros aparelhos, e, com duas linhas, ele compartilha a linha selecionada para os dados celulares. O Hotspot Instantâneo entre aparelhos Apple funciona quando eles estão a até cerca de 10 metros um do outro.
No Android, o atalho do ponto de acesso fica nas Configurações rápidas; toque nele e mantenha pressionado para escolher o compartilhamento por Wi-Fi, Bluetooth ou USB. A página de ajuda do Google informa que é possível compartilhar a conexão com até 10 aparelhos e que algumas operadoras limitam o compartilhamento ou cobram a mais por ele. Em um eSIM da Simsima, o uso como hotspot depende do plano; por isso, pergunte ao suporte antes de comprar se o seu notebook for depender dele.
Aluguel de pocket Wi-Fi: quando um aparelho à parte ainda compensa
Um pocket Wi-Fi é um pequeno roteador a bateria que usa uma rede móvel local. Ele ainda tem seu lugar quando várias pessoas dividem uma conexão ou quando os aparelhos que precisam de internet, como notebooks e tablets sem rede celular, são mais numerosos que os celulares. O aparelho alugado costuma ser retirado no aeroporto de chegada e devolvido antes da partida.
As desvantagens são físicas: mais um aparelho para carregar toda noite, um prazo de retirada e de devolução e nenhuma conexão para quem se afastar de quem carrega o roteador. Para quem viaja sozinho com um celular recente, o hotspot do próprio celular faz o mesmo trabalho.
Roaming e chips locais como substitutos do Wi-Fi
O roaming é a opção sem esforço: o celular funciona assim que você chegar, e muitas operadoras vendem um passe diário. O TravelPass da Verizon, por exemplo, custa US$ 12 por dia na maioria dos países, com 5 GB em alta velocidade antes de a velocidade cair para 3G. É razoável para dois ou três dias, mas fica caro rapidamente em duas semanas.
Um chip local oferece mais dados pelo preço em uma estadia longa em um só país. Exige encontrar uma loja ou um balcão no aeroporto, muitas vezes mostrar o passaporte, conforme as regras locais, e comprar um chip novo a cada fronteira. Se o seu celular tiver só um slot de chip e não aceitar eSIM, seu número de sempre fica inacessível enquanto o chip local estiver no aparelho.
Recomendação Simsima
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Veja os planos de eSIM da Simsima: ativação na chegada, redes locais, sem contrato.
Para a maioria dos viajantes com um celular compatível, os dados móveis no próprio celular, compartilhados por hotspot quando necessário, dão conta do que antes exigia um aparelho de Wi-Fi de viagem à parte. A calculadora de consumo de dados estima de quantos dados você vai precisar.
Wi-Fi do hotel e eSIM juntos
O que funciona melhor é combinar os dois: o Wi-Fi do hotel ou do apartamento para streaming, backups e videochamadas à noite, e o eSIM para mapas, aplicativos de transporte e mensagens durante o dia. Algumas configurações ajudam a manter essa divisão:
- As Ligações Wi-Fi na sua linha de sempre, em Ajustes > Celular, permitem atender ligações no seu número pela rede do hotel, sem roaming
- O Modo de Dados Reduzidos, em Ajustes > Celular > Opções de Dados Celulares > Modo de Dados, pausa atualizações automáticas e tarefas em segundo plano quando você está fora do Wi-Fi
- A Assistência de Conectividade da Apple, nas configurações de Wi-Fi do iOS mais recente, usa dados celulares quando o Wi-Fi está lento, mas a Apple diz que ela não é usada enquanto o iPhone está em roaming internacional
- Mantenha desativado o roaming de dados da sua linha de sempre durante toda a viagem, para que nada passe a usar essa linha
Um eSIM da Simsima que você apagar não pode ser reinstalado por conta própria; por isso, desative a linha em vez de apagar o eSIM e, se algo der errado, fale com o suporte, que em geral responde em até 24 horas.
Perguntas frequentes
Depende do roteador, das paredes e das interferências, então o Wi-Fi de hotel costuma perder força a poucos quartos de distância. No hotspot do celular, a Apple diz que os aparelhos que usam o Hotspot Instantâneo devem ficar a até cerca de 10 metros. Fora do prédio, os dados móveis são a única forma de ficar conectado.
Para uma ou duas pessoas com celulares recentes, em geral sim: não há nada para levar nem devolver, e o celular pode compartilhar seus dados quando o plano permitir o uso como hotspot. Um pocket Wi-Fi ainda faz sentido para um grupo que divide uma conexão ou para aparelhos sem rede celular.
Use com cautela. A CISA alerta para hotspots falsos que imitam redes públicas e recomenda conectar-se apenas a redes com WPA2 ou superior e desativar o compartilhamento de arquivos. Para acessar o banco, os dados móveis do seu próprio celular são a escolha mais segura.
Sim, se o plano permitir. Em um eSIM de viagem, o uso como hotspot depende do plano e, no iPhone com duas linhas, o hotspot compartilha a linha que usa os dados celulares. Desative o roaming de dados na sua linha de sempre para que o hotspot nunca use essa linha.
Depende sobretudo do vídeo. Mapas, mensagens e navegação usam pouco; streaming e videochamadas usam a maior parte. A calculadora de consumo de dados faz uma estimativa a partir dos seus hábitos, e você pode fazer uma recarga no mesmo eSIM se precisar de mais.
Como a Simsima funciona — Guia passo a passo para comprar, instalar e ativar seu eSIM com o Smart Link
Calculadora de consumo de dados — Estime de quantos dados você precisa conforme seus hábitos de viagem e a duração da viagem
Aparelhos compatíveis com eSIM — Confira se o seu celular, tablet ou notebook é compatível com a tecnologia eSIM
Trip Packs para vários países — Veja planos regionais de eSIM que cobrem vários países com um único perfil
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Dimitri MorvanFundador
Fundador da Simsima. Viajante apaixonado baseado em Barcelona, ajuda os viajantes a ficarem conectados sem gastar fortunas com taxas de roaming.
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